“O assédio nem sempre é explícito, mas mesmo quando sutil, pode e deve ser identificado e denunciado”.
Eu grito, porque o silêncio não educa. Aos 60 anos, carrego no coração a força de quem viveu e resistiu. Vivi o assédio sexual diretamente, em espaços onde deveria haver respeito: no trabalho, nas instituições religiosas, na convivência cotidiana. Minha voz foi calada por anos, sufocada pelo peso de um machismo estrutural que se infiltra em todos os espaços. Não bastasse minha dor, vi minha filha passar pelo mesmo. Olhei nos olhos dela e enxerguei o espelho de um sistema que insiste em calar mulheres, que normaliza violências sutis e explícitas. No ambiente de trabalho, no dia a dia, o assédio segue flagrante. Mas hoje, eu grito! E o meu grito não é apenas um ato de denúncia. É um grito pedagógico! Eu grito para desvelar as estruturas que sustentam o machismo, para educar sobre os direitos que nos pertencem, para romper ciclos de opressão. Minha voz não é só minha; ela é uma aula de coragem, um manifesto pela igualdade, uma chamada para que todos reflitam e reajam. Porque o machismo estrutural não se destrói no silêncio. Ele precisa ser enfrentado com palavras que educam, com ações que inspiram, com resistência que transformam. Aos 60 anos, sei que não há mais tempo a perder. Usar minha história como ferramenta de mudança, para ensinar que é possível e necessário gritar por um mundo mais justo. Eu grito por mim, por minha filha, e por todas as mulheres que ainda não conseguem gritar. Meu grito é resistência, é luta, é pedagogia.
Para aprofundar o conhecimento sobre o tema, a ONU Mulheres tem sido uma importante fonte de orientação, promovendo campanhas globais que abordam a questão do assédio sexual e sua prevenção.
Além disso, os vídeos abaixo, fazem parte de uma série lançada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), oferece um excelente recurso. Ele faz parte da cartilha “Assédio Sexual no Trabalho – Perguntas e Respostas”, que traz orientações claras sobre como consideração e agir diante dessas situações.A cartilha, fruto de uma parceria entre a OIT e o MPT, oferece informações detalhadas sobre como identificar e denunciar assédio, explicando também as responsabilidades de trabalhadores(as) e trabalhadores, bem como as consequências legais em casos de assédio sexual no ambiente de trabalho.
Para quem busca fortalecer essa prática e criar ambientes mais justos e seguros, essa é uma leitura fundamental.